sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Volver

(Valter nos deixou sementes que sempre germinarão, onde quer que formos...)


Volver
De volta...
Estou de volta
Aos poucos tudo também volta.
Voltam as ruas, construções.
Voltam as casas, paredes, prédios públicos, jardins.
Talvez voltem antes as ladeiras,
Os montes e um recorte de céu
Tudo vem para dar sentido,
Afirmar o lugar-no-mundo.
O lugar do fogão, da caixa de fósforos,
Do tapete da entrada onde sempre pontua: Limpem os pés...
Vejo o lugar na cama,
O lugar das coisas que não têm lugar.
Vejo minha casa.
Vejo até o invisível.
A estrutura ausente.
Vejo e vejo que tudo está de volta.
Meu corpo, meus olhos
Minha vida.
Menos eu

Um comentário:

Orhan Talip Söylemez disse...

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