segunda-feira, 7 de abril de 2008

Cinco Resenhas sobre Mil Platôs de Deleuze e Guattari

por François Ewald
O que é Mil platôs? Como se organiza? Como um tratado de filosofia, após a ruptura, quando o filósofo, o grande nômade, resolveu desertar a filosofia dos códigos, dos territórios e dos Estados, a filosofia do comentário. Mil platôs é um grande livro, porque com ele a filosofia alcança um de seus devires improváveis. Mil platôs desenvolve uma filosofia verdadeira, quer dizer nova, inaugural, inédita. Duas grandes filosofias jamais se assemelham; pois elas jamais são da mesma família. [cont.]


por Antonio Negri

Dizem que não existe livro que traduza 68: isso é falso! Esse livro é Mil platôs. Mil platôs é o materialismo histórico em ato de nossa época. Contrastando radicalmente com certa deriva atual, os Mil platôs reinventam as ciências do espírito (deixando bem claro que, na tradição em que se situam Deleuze e Guattari, geist é o cérebro), renovando o ponto de vista da historicidade, em sua dimensão ontológica e constitutiva. [cont.]

por Jean Clet Martin
Mil platôs, esse livro plural, não é um tratado de metafísica ou um simples ensaio de história das idéias. É, antes, um livro de magia, uma alquimia preciosa em que cada fórmula traça a cifra de uma metamorfose. [cont.]

por Peter Pál Pelbart
Mil platôs é o prolongamento de uma aposta iniciada em O anti-Édipo. Mais do que um acerto de contas com a conturbada década dos 60 e o freudo-marxismo que parecia animá-la, este era, segundo a bela definição de Michel Foucault, uma "introdução à vida não-fascista". Ou seja, um livro de ética. Foucault resumia as linhas de força daquele "guia da vida cotidiana": liberar a ação política de toda forma de paranóia unitária e totalizante; alastrar a ação, o pensamento e o desejo por proliferação e disjunção (e não por hierarquização piramidal); liberar-se das velhas categorias do Negativo (a lei, o limite, a castração, a falta), investindo o positivo, o múltiplo, o nômade; desvincular a militância da tristeza (o desejo pode ser revolucionário); liberar a prática política da noção de Verdade; recusar o indivíduo como fundamento para reivindicações políticas (o próprio indivíduo é um produto do poder) etc. [cont.]

por Michael Hardt
Mil platôs é o mais profundo trabalho político de Deleuze e Guattari. A primeira vista, ele parece, na verdade, um guia claro, pronto a responder a questões de avaliação e ação políticas. Deleuze e Guattari apresentam incessantemente dicotomias no campo social e político: o Estado e a máquina de guerra, o sedentário e o nômade, territorialização e desterritorialização, o estriado e o liso, e assim por diante. As distinções parecem proliferar infinitamente, mas todas elas giram em torno de um único eixo. [cont.]

[Leia as resenhas críticas na integra]

2 comentários:

dani disse...

Não consigo acessar o site com as resenhas completas. Quando estiver disponivel, por favor, me mandem um email: danilogus@gmail.com

Luiza Loy Bertoli disse...

Também não consigo acessar as resenhas completas...por favor, verifiquem o problema